
Photo by António Gregório
"Penso que um bom poema guarda sempre um pouco da rouquidão do caos."
Sophia de Mello Brayner
Dediquei-lhe um poema, há mais
de dez anos, para o qual certamente
se estaria nas tintas, se o lesse. É
um dos raros escritores que conseguiu
a difícil lucidez de detestar a pátria, essa
obrigatória e durável fonte de equívocos
e mal-entendidos. Por isso
ele gostava de passar temporadas
em Portugal, não pelo mar, nem
pela comida, nem pelos modos
amigáveis para turistas, mas sim
porque podia escutar uma língua
sem ter de entendê-la.
Inês Lourenço, Logros Consentidos (& etc, 2005)
(Retirado do Facebook | Notas escritas por António Gregório)